sábado, 22 de novembro de 2008

A CRISE ECONÔMICA MUNDIAL

Conta-se que um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorro-quente. Ele não tinha rádio, televisão, e nem lia jornais, mas produzia e vendia bons cachorros-quentes. Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava.

As vendas foram aumentando e cada vez mais ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. Foi necessário, também, adquirir um fogão maior para atender à grande quantidade de fregueses; e o negócio prosperava. Seu cachorro-quente era o melhor de toda a região.

Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola para o filho. O menino cresceu e foi estudar Economia numa das melhores faculdades do país.
Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai contunuava com a vidinha de sempre e teve uma séria conversa com ele:

_ Pai, então você continua sem ouvir rádio, sem vê televisão, e sem lê jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso país é crítica. Está tudo ruim. O Brasil vai quebrar.

Depois de ouvir as considerações do filho estudado, o pai pensou: "Bem, se meu filho estudou Economia, lê jornais, vê televisão, então só pode estar com razão".
Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato, (e, é claro, o pior) e começou a comprar salsicha mais barata (que era, também, a pior). Para economizar, parou de fazer seus cartazes de propaganda na estrada. Abatido pela notícia da crise, já não oferecia o seu produto em voz alta...

Tomadas todas essas "providências", as vendas começaram a cair, e foram caindo, caindo, e chegaram a níveis insuportáveis. O negócio de cachorro-quente, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar Economia, quebrou.

O pai, triste, falou para o filho:

_ Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise.

E comentou com os amigos, orgulhoso:

_ Bendita a hora que eu fiz meu filho estudar Economia. Ele me avisou da crise.

Um comentário:

Polêmica disse...

E provávelmente esse pai era muito mais bem-sucedido no trabalho do que o filho doutor. Infelizmente ele deixou se levar pelos conceitos do filho deeixou de fazer o melhor para fazer o pior. Se a gente der ouvidos aos outros e ficarmos com medo de fracassar só porque outras pessoas fracassaram, nunca alcançaremos nossos objetivos e sonhos!

Beijão!