sábado, 18 de outubro de 2008

CÁRCERE PRIVADO EM SANTO ANDRÉ, O ATENTADO CONTRA ELOÁ E O PROBLEMA DE NAMORO ENTRE ADOLESCENTES

Por Sóstenis Moura
Diante da comoção causada pelo episódio de cárcere privado na cidade de Santo André (SP), após invasão do apartamento da menina Eloá, de 15 anos, que estudava em casa com alguns amigos, e da tragédia posterior, após longos dias, com a deflagração de tiros na virilha e na cabeça da moça pelo seu ex-namorado, Lindemberg Fernandes, 22 anos, vem à minha mente uma grande preocupação que, ao meu ver, foi causa desta tragédia: o namoro precoce entre adolescentes.
Para um namoro que havia durado de dois a três anos, Eloá deveria ter começado a namorar "oficialmente" esse rapaz aos doze ou treze anos de idade. E ele deveria ter de dezenove a vinte anos de idade.
Ele, já "velhinho", mas extremamente imaturo, como relatam alguns especialistas médicos e psicólogos na TV; ela por demais nova, inteiramente impossibilitada de encarar um relacionamento amoroso com quem quer que seja.
Resultado: o que poderia parecer um caso de grande amor e de viva experiência de relacionamento, acabou se tornando um episódio de crime, confusão, tensão, opressão e tristeza para algumas famílias diretamente ligadas ao ocorrido.
Não que eu queira sugerir juízo, a esta altura, sobre qualquer pessoa, mas o fato é que cabe aos pais supervisionar e orientar seus filhos constantemente, de serem chatos, resistentes a determinadas experiências precoces para seus filhos, e jamais permitirem que meninas ou meninos passem a tomar decisões tão sérias para suas vidas com pouca idade sozinhos.
Seria o caso até de proibir que uma criança namorasse, principalmente tendo em cena um rapaz já maduro fisicamente, ainda que não o tenha revelado psicologicamente.
Um namoro entre adolescentes sempre tenderá a terminar mal: com agressões físicas e emocionais; com atraso nos estudos, e com baixo rendimento escolar; com deficiência na construção de novas amizades e no amadurecimento de relações sadias; com sexo precoce em idade e preparo físico e emocional antes do casamento, seja dito; com problemas mais graves para os pais e todos os que rodeiam os namorados; e como foi o caso de Eloá e Lindemberg, com o fim do relacionamento de forma tempestiva e trágica.
Ser moderno e "mente aberta" demais, às vezes, conduz a cenas brutais animalescas e a quadros de verdadeira desgraça, não só para uma ou duas pessoas, mas para tantos que se vêem chocados ao ligar a televisão e o rádio ou acessar à internet.

Um comentário:

Silveira disse...

Eu sinceramente, concordo com sua citação em todos os aspectos.
Apesar de ser um pai pra lá de moderno, tenho a concepção de atrasar ao máximo, o amadurecimento sexual de meus filhos.
Cajado neles, Garoto!!!