quinta-feira, 19 de março de 2009

MANDA QUEM PODE! EDUCAÇÃO NO BRASIL: ALUNO DE 13 ANOS BATE EM PROFESSORA DENTRO DA SALA DE AULA EM ITAQUAQUECETUBA (SP).

Fonte: Jornal Agora

Uma professora de Educação Física de 36 anos foi agredida a socos, mordidas e pontapés dentro da sala de aula da escola estadual Kakunosuke Hasegawa, em Itaquaquecetuba (Grande SP). O autor das agressões é um aluno de 13 anos.

A docente conta que, na sexta-feira, a sétima série teria atividades em sala de aula. Um dos 40 alunos se destacava por causa da bagunça. Depois de chamar a atenção do adolescente várias vezes, ela pediu que ele saísse da classe. Segundo ela, foi aí que começou o pesadelo.

"Ele me xingou com palavrões. Depois eu tentei tirá-lo, foi quando começaram os chutes e as mordidas", conta.

O agressor só foi contido quando eles chegaram ao corredor. As marcas físicas da agressão desapareceram, mas as outras não vão se curar em tão pouco tempo. "Pior que a dor, só a humilhação de ter passado por isso", afirma.

Ela diz que, apesar do medo, tem cumprido a agenda, que inclui aulas em dois colégios da rede pública e um emprego como treinadora de futebol. Recentemente, quando deu aula na sala em que havia ocorrido a agressão, o aluno estava lá. "Disse que ele não iria participar. Ele obedeceu, mas ficou rindo de mim", conta.

A vice-diretora, Regina Célia Soares Santos, afirmou que é a primeira vez que uma agressão como essa acontece no colégio. Ela diz que o adolescente já teve problemas de comportamento e que ele tem acompanhamento de psicólogos. "Ele sempre foi problemático. Nós já estávamos fazendo tudo o que devíamos ter feito."

Depois do ocorrido, Regina conversou com o agressor, que não disse nada. Uma reunião do conselho de escola irá decidir o futuro do garoto. Até lá, ele continua assistindo às aulas. "Ele não irá mais agredi-la", garante a vice.
Bem, é uma triste realidade das escolas brasileiras, em especial das públicas localizadas em periferias de grandes cidades.
O aluno acha que pode tudo em sala de aula. Confia na menoridade, nos direitos reservados a crianças e adolescentes, na falta de ações normativas nas escolas para indisciplinados, no medo que toma conta de muitos professores, mesmo os que nunca chegaram a ser agredidos, mas atuam em região de baixa segurança e sob ameaça de criminosos.
Daí muitos jovens não quererem mais ser professores. Além dos baixos salários, ainda têm que encarar o fato de não serem os detentores do poder em sala de aula.

Um comentário:

Daladier Lima disse...

E ainda tem os pais para apoiar os filhos transgressores. Minha irmã, que é professora, relata que tais pais omissos só chegam na escola quando o filho é reprovado.